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28 de Jun de 2017

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Famato reúne entidades para discutir o controle da brucelose em Mato Grosso
Ascom Famato
 

A Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato) teve a iniciativa de reunir nesta quarta-feira (28/06) entidades do setor produtivo rural e órgãos de defesa sanitária animal do estado para discutir  novas estratégias para o controle da brucelose dentro do estado. Desta forma será possível reduzir ainda mais a prevalência e a incidência da doença em bovinos e bubalinos, visando a erradicação. O encontro aconteceu na Famato, em Cuiabá.

 

“A Famato vê com bons olhos a elaboração de um novo programa de erradicação da brucelose no nosso estado e por isso nós convidamos para participar conosco dessa grande discussão representantes da Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat), Instituto Mato-Grossense da Carne (Imac), Instituto de Defesa Agropecuária (Indea), Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar-MT) e do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). O resultado dessa reunião foi muito importante, pois estamos todos muito focados para combater a brucelose que causa muitos prejuízos para o produtor”, disse o vice-presidente da Famato Francisco Olavo Pugliesi de Castro.

 

Ainda de acordo com Francisco, a Famato e o Senar-MT, por meio do apoio dos Sindicatos Rurais do estado, pretende levar informações importantes para os produtores como, por exemplo, a possibilidade de revacinação. “Agora nós temos a possibilidade de revacinar as fêmeas mais uma vez, antes delas entrarem na reprodução. Vamos propor que, além da vacina obrigatória, de 3 a 8 meses, o produtor faça um reforço nas fêmeas de 12 a 24 meses com a nova vacina RB51. Dessa forma, esse produtor vai proteger o plantel, diminuir consideravelmente o índice de aborto e vai lucrar mais. Apesar de ter um custo inicial, essa nova vacina vai gerar um benefício grande e de imediato, porque a partir do momento que se diminui drasticamente o aborto, há um aumento considerável do desfrute e retorno a mais para o bolso do produtor”, explicou o vice-presidente.

 

A conclusão da nova legislação está prevista para dezembro deste ano. Em relação à tramitação do documento para validação, a coordenadora do Programa Nacional de Controle e Erradicação da Brucelose e Tuberculose (PNCEBT) no Indea Jociane Cristina Quixabeira explicou que o Comitê Consultivo sobre Brucelose Bovina do Estado de Mato Grosso (CCBB/MT) finaliza o programa e em seguida encaminha para uma consulta pública. Após essa consulta, retornará para o comitê com as considerações finais. Uma vez finalizada e revista a portaria é publicada no Diário Oficial do Estado de Mato Grosso.

 

Um estudo realizado em Mato Grosso em 2014 mostrou que a prevalência da doença foi reduzida, caindo pela metade. “O primeiro estudo feito no estado em 2002 demonstrou que a brucelose estava presente em 41,2% das propriedades e que 10,2% dos animais estavam acometidos. Em 2014, o segundo estudo revelou uma redução significativa da prevalência para 5,1% de animais e 24% de focos nas propriedades”, apresentou o analista de pecuária da Famato Marcos de Carvalho.

 

Para o coordenador de Defesa Sanitária Animal do Indea João Marcelo Brandini Néspoli, diminuir essas prevalências menores se torna um desafio ainda maior para a pecuária mato-grossense. 

 

A representante do Mapa Janice Elena Loris Barddal defende a conscientização dos produtores como uma importante ferramenta de combate à doença. Janice propôs reuniões com médicos veterinários e produtores nas 13 regionais do Indea instaladas em municípios no interior do estado, com o apoio dos Sindicatos Rurais das respectivas regiões.

 

A coordenadora do Indea Jociane pediu o apoio do Senar na realização de cursos de qualificação para vacinadores, como também treinamentos para os instrutores de acordo com as mudanças e adequações na legislação. “A ideia é estabelecer um prazo para que todos os vacinadores sejam capacitados pelo Senar. A qualificação para os instrutores é necessária pois eles serão os agentes da educação sanitária de saúde animal”, reforçou.

 

O Indea propôs ainda a elaboração de um projeto de captação de recursos para implementação de campanhas publicitárias para ser apresentado ao Fundo Emergencial de Sanidade Animal de Mato Grosso (Fesa). “Pretendemos com isso inserir nos veículos de comunicação do estado, como rádios e TV’s, as campanhas publicitárias de erradicação da brucelose”, pontuou Jociane.

 

A ideia ganhou o apoio da Famato. “Somos 90 sindicatos rurais no estado. Se formos traduzir em números, cerca de 500 produtores associados em cada um deles, em número de produtores isso é uma quantia considerável, então estamos dispostos a fazer campanhas internas de divulgação para esse público”, declarou Francisco.

 

Para Francisco, quando alguém muda, os que estão ao redor começam a mudar. “Eu acredito que se eu, enquanto pecuarista, me conscientizar e vacinar meu plantel, os produtores da minha região vão começar a seguir o exemplo e esse é o melhor caminho. Vamos disseminar as informações”, afirmou.

 

Ficou definida a realização de uma nova reunião com a participação de um representante do Sindicato Nacional da Indústria para Saúde Animal (Sindan) na segunda quinzena de agosto deste ano. 

 

Sugestões da Famato para o Programa Estadual:

 

1 – Fazer análise de custo benefício do controle da brucelose na propriedade rural (provar ao produtor a viabilidade econômica);

 

2 – Que o laboratório da RB51 e o Sindan sejam acessíveis para negociar preço da vacina e garantam a entrega do produto;

 

3 – Garantia de melhor distribuição da vacina em todo o estado;

 

4 – Realização de campanha voluntária em um prazo mínimo de três anos para que criadores façam o reforço com a RB51 nas novilhas de 12 a 24 meses para reprodução (com foco para o mês de novembro, visando o mesmo manejo da vacinação de febre aftosa).

 



 



Fonte: Ascom Famato
 

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