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17 de Abr de 2018

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BIOMA PANTANAL
Poconé e Cáceres recebem o 2º Ciclo de Palestras Bioma Pantanal
Ascom Famato
 

O Sistema Famato deu a largada para o 2° Ciclo de Palestras Bioma Pantanal. A equipe, composta por um analista de pecuária da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato) e pesquisadores da Embrapa Pantanal de Corumbá-MS, estiveram nesta segunda-feira (17/04) nos municípios de Poconé e Cáceres. Os dois eventos reuniram cerca de 200 pessoas entre produtores rurais com propriedade em área pantaneira, representantes do setor produtivo rural, acadêmicos e instituições de ensino e pesquisa. 

O projeto é uma realização da Famato, Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar-MT) e Embrapa Pantanal, com o apoio da Associação de Criadores de Mato Grosso (Acrimat) e Sindicatos Rurais. 

No evento, os participantes conheceram as pesquisas desenvolvidas pelos pesquisadores da Embrapa Pantanal. Urbano Abreu falou sobre as novidades econômicas de sistemas intensificados por meio de Inseminação Artificial em Tempo Fixo (IATF) e desmama precoce no Pantanal e Juliana Corrêa Borges da Silva abordou os novos resultados com o uso de sêmen refrigerado na IATF e o aumento da eficiência reprodutiva. Além disso, o analista de Pecuária da Famato Marcos de Carvalho falou sobre a Brucelose. Na oportunidade foram distribuídos exemplares da Cartilha do Produtor Brucelose, lançada na semana passada, pelo Sistema Famato. 

A pesquisadora Juliana informou que a ideia é divulgar a pesquisa e tecnologias para melhorar os resultados de quem já está utilizando as técnicas e estimular a implantação nos rebanhos pouco tecnificados. A pesquisa de Juliana foi desenvolvida no Pantanal sub-região do Paiaguás, em Mato Grosso do Sul. 

Juliana disse que o uso de sêmen congelado começou na década de 1970. “Na IATF, a coleta do sêmen pode ser feita um dia antes. Tenho testado com 24 e 48 horas, o que aumenta a taxa de prenhez em até 10%. Tenho tido resultados muito bons. O uso do sêmen refrigerado é adequado para aqueles produtores rurais que queiram investir em touros melhorados”, indicou a pesquisadora. 

Para o melhor entendimento, Juliana mostrou o passo a passo do uso da IATF, desde as biotecnias de maior impacto, melhoramento genético, como melhorar os índices de prenhez, desmama precoce, avaliação da intensidade de manifestação de cios na IATF, experimentos, testes, fatores que afetam no resultado, como, por exemplo, a nutrição, doenças, manejo, manifestação de cio e principalmente a escolha do touro, ou seja, do sêmen.    

Já o pesquisador Urbano apresentou um trabalho de pesquisa, conduzido por ele mesmo, em uma fazenda no Pantanal, em Mato Grosso do Sul, onde foram inseridas tecnologias no sistema de produção e testadas junto com o produtor rural, com acompanhamento econômico e ambiental, proporcionando intensificação de produção sustentável.  

O pesquisador mostrou a avaliação econômica das tecnologias aplicadas na pesquisa, atividades desenvolvidas na propriedade rural, como suplementação adequada dos animais, IATF, pesagens de vacas e bezerros, desmama precoce, avaliação de pastagens, entre outros, como também margens econômicas do mercado de pecuária e percentual anual de arrobas comercializadas. 

De acordo com Urbano, a cria no Pantanal é a atividade de menor rentabilidade, além de ser aquela que apresenta o maior risco. Entretanto, o pesquisador afirma que a cria sustenta toda a estrutura da cadeia de produção da pecuária de corte e todo investimento tecnológico e ainda resulta em um aumento da eficiência que traz benefícios para toda a cadeia produtiva.  

Para o pesquisador, os maiores desafios da atividade estão na falta de incentivo para as linhas de pesquisas relacionadas à pecuária, visto que as que existem são insuficientes.  

O analista de Pecuária da Famato Marcos de Carvalho apresentou a Cartilha do Produtor sobre Brucelose que traz informações sobre a doença, como bactéria, formas de transmissão, sinais clínicos da doença e impactos econômicos, sinais clínicos da brucelose em humanos, orientações de segurança para produtores, vacinadores e veterinários, entre outras orientações. 

Carvalho também mostrou dados da prevalência da doença em Mato Grosso, estudos epidemiológicos, estratégias de combate à doença nas propriedades rurais e o uso da vacinação de cobertura como estratégica.  

Para o presidente do Sindicato Rural de Poconé, Arlindo Márcio de Moraes, conhecido na região por Tico, as palestras foram produtivas, atenderam as expectativas e o mais interessante foi que muitos dos produtores presentes já fazem uso das tecnologias apresentadas. “A participação dos produtores do Pantanal mato-grossense foi fundamental para o debate. As palestras são positivas e retrataram bem a atividade pecuária no Pantanal. Das tecnologias apresentadas, muitos produtores já utilizam, mas com mais conhecimento poderão aprimorá-las e os produtores que ainda não utilizam poderão fazer uso delas, uma vez que foram incentivados através dos resultados positivos”, pontou Tico.   

O presidente do Sindicato Rural de Cáceres, Jeremias Pereira Leite, avalia que o objetivo do evento foi cumprido. Os pantaneiros tiveram acesso à informação para o melhoramento do manejo de gado, produtividade, sanidade animal e rentabilidade da fazenda. “É fundamental que o nosso Pantanal tenha a cobertura da ciência, que veio para viabilizar a pecuária que é tão importante para nós pantaneiros. As pesquisas da Embrapa comprovam que a pecuária, atividade mais antiga desenvolvida no Pantanal, é autossustentável e preza pelo desenvolvimento e a preservação do meio ambiente”, apontou o presidente do Sindicato Rural de Cáceres.

Os próximos municípios a receberem o ciclo serão Cuiabá (17/04) e Rondonópolis (18/04). 

 

 

 



Fonte: Ascom Famato
 

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