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25 de Mai de 2018

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AGRONEGÓCIO
Depois da China, Sudeste Asiático
Márcio David
 

Para quem tem dúvida sobre a importância do mercado chinês para o agronegócio brasileiro, as projeções do economista André Pessoa, sócio-diretor da Agroconsult, indicam que o cenário não deve mudar nos próximos 30 anos. E, antes que a saturação desse mercado ocorra, os produtores rurais brasileiros terão um novo player relevante para atender: o Sudeste Asiático.


A análise foi feita durante palestra realizada no seminário “A Multidisciplinaridade do Agronegócio e os Reflexos no Sistema Judicial”, evento realizado em parceria entre Famato, Senar-MT e Instituto Brasileiro de Estudos Jurídicos Multidisciplinares do Agronegócio (Ibejma). Especialista em cenários e tendências do agronegócio, Pessoa apresentou dados sobre a agropecuária brasileira para uma plateia formada por produtores rurais, advogados e magistrados.


A população no Sudeste Asiático está em evolução. Dados da Agroconsult indicam que até 2020 mais 170 milhões de pessoas serão adicionados à população da região. Além disso, o Produto Interno Bruto (PIB) deve se ampliar 5,6% ao ano nos próximos dois anos, superando o índice chinês. “O restante da Ásia substituirá com algum ganho o mercado chinês daqui a algum tempo. Ou seja: a responsabilidade geopolítica do agronegócio brasileiro de garantir segurança alimentar para o mundo não apenas continua como tende a aumentar”, enfatizou Pessoa.


Os números reforçam a importância estratégica do agronegócio brasileiro. “A cada R$ 1 milhão investido no agronegócio, há a geração de 78 empregos, R$ 275 mil em arrecadação de impostos e R$ 555 mil em salários”, destacou o economista. Não à toa, desconsiderando o setor agropecuário, indústria e comércio levam a balança comercial ao déficit. E a tendência é de que essa importância continue. “Brasil é o país onde mais a produtividade agrícola cresceu no mundo, mesmo se comparado com os países na vanguarda tecnológica, e apesar de tudo”, observa Pessoa.


O próximo passo nesse cenário seria a agroindustrialização. “Um ótimo exemplo é a cadeia do etanol. Temos matéria-prima em quantidade suficiente para atendermos uma demanda cada vez mais crescente. Em dez anos, 89% da frota operará com etanol de milho, o que nos dá uma condição ímpar. Somos o único país do mundo que pode escolher como quer abastecer”, ponderou Ricardo Tomczyk, presidente do Ibejma e da União Nacional do Etanol de Milho (Unem).


Tomczyk e Pessoa concordam na defesa de uma nova política tributária para incentivar esse novo passo. Segurança jurídica, por exemplo, é condição fundamental. “Contratos no agro cobrem um período longo, de pelo menos dois anos. Mudar a regra, seja qual for, no meio do caminho é extremamente prejudicial a essa importante atividade produtiva”, sinalizou o diretor da Agroconsult.


O seminário “A Multidisciplinaridade do Agronegócio e os Reflexos no Sistema Judicial” prossegue nesta sexta com programação diversificada. Esta é a quarta edição do evento, que conta com parceria do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJ-MT) e das entidades Aprosoja, Ampa, Acrimat, Acismat e Aprosmat, além da Ordem dos Advogados do Brasil de Mato Grosso (OAB-MT) e da Escola Superior da Magistratura (Esmagis-MT).


Confira a programação em http://bit.ly/seminarioagronegocio.


 



Fonte: Ascom Famato
 

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