Sistema Famato
SENAR
IMEA
       
Fale Conosco
 
Prorrogado prazo da Dívida Ativa da União
VTN 2018
TV Famato, informação sempre perto de você
   
 
 
28 de Ago de 2018

voltar
 
MISSÃO TÉCNICA AGRIHUB
Produtores rurais de MT conhecem parque científico e tecnológico referência na Índia
Ascom Famato
 

Construído em uma área de 200 hectares, o IKP Knowledge Park é um parque científico, tecnológico e incubador de Startups instalado há 20 anos na Índia. A empresa privada, sem fins lucrativos, já acelerou 285 startups – a maioria indiana. Seu trabalho foi apresentado nesta terça-feira (28/08) para os produtores rurais de Mato Grosso que participam da Missão Técnica AgriHub, cujo objetivo é conhecer as tecnologias desenvolvidas no país e as oportunidades de negócios para o Agro mato-grossense.

 

Localizado em Hyderabad, capital do estado Telangana e considerada uma das capitais tecnológicas do país, o IKP tem o objetivo de promover o avanço das inovações tecnológicas, desde pequenos empreendedores até pequenas e grandes empresas. As startups recebem apoio financeiro, quando as ideias são bem-sucedidas, e mentorias durante um ano e meio para trabalhar. Podem acessar os laboratórios e fazer pesquisas. Mas, antes disso, passam por um processo seletivo. A maioria das empresas que passou ou está no parque tem foco no setor de saúde, cerca de seis são da área agrícola.

 

Aproximadamente 40% das startups que desenvolvem suas ideias no parque são oriundas de universidades e os professores participam das mentorias. “Recebemos em média 150 pedidos de startups por ano. Uma equipe faz a seleção e ao final temos de 20 a 25 para fazer um estudo de viabilidade econômica. Dessas, 12 recebem investimentos”, disse Sangita Sem Majee, responsável pela incubadora de Ciências da Vida.

 

Dr. Sangita exemplificou o apoio dado para um produtor rural que criou uma escova de dente de fibra de banana. Para descartar a escova basta deixá-la em torno de cinco horas na água para se desmanchar, sendo, portanto, uma ideia de produto biodegradável. O produtor recebeu do governo local 5 milhões de rupias (o equivalente a aproximadamente 333 mil reais) para dar continuidade às pesquisas.

 

Entre os atrativos para estar no parque estão o suporte e orientação para o processo de patentes e como montar uma empresa, ou seja, ajuda com informações e orientações. Vale destacar a isenção da necessidade de emissão de licenças e outras burocracias, principalmente para as startups. Além disso, a empresa que quiser ampliar o negócio fica independente do parque e os funcionários não têm tempo para distrações. São focados em pesquisa e desenvolvimento. “Uma empresa sozinha que arrenda uma área do parque, por exemplo, levaria pelo menos de um a três anos para conseguir montar a estrutura toda que já temos aqui”, explicou o chefe de inovação Dr. Viswanadham D.

 

Atualmente, toda a receita do parque vem do aluguel dos terrenos onde as empresas estão instaladas.

 

“É uma experiência interessante. Um modelo de empresa que buscou parcerias com os setores público e privado para fomentar a inovação. Esse tipo de negócio aumenta as possiblidades de pensarmos para Mato Grosso algo semelhante”, avaliou o diretor de Relações Institucionais do Sistema Famato, José Luiz Fidelis.

 

Na visão do superintendente do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Mato Grosso (Senar-MT), Otávio Celidonio, a ideia é viável, mas, como toda atividade de pesquisa, é algo que não se pode esperar um retorno de imediato. “Precisamos ter uma visão de médio e longo prazo por parte das nossas lideranças, parceiros e governo. Para construir algo nesse nível pode não ser tão rápido, mas não é impossível. Vemos países menores que o Brasil desenvolvendo grandes programas de inovação. Temos capital humano para isso, falta a visão”, disse.

 

Também participam da missão o segundo vice-presidente da Famato, Marcos da Rosa; superintendente do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), Daniel Latorraca; presidente do Instituto Soja Livre, Endrigo Dalcin; presidente da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT), Antônio Galvan; presidente da Aprosoja de Minas Gerais, Wesley Barbosa de Freitas; presidente do Conselho Brasileiro de Feijão e Pulses (CBFP), Tiago Stefanelo; presidente da Associação dos Produtores de Semente de Mato Grosso (Aprosmat), Gutemberg Silveira; sócio da empresa Torino, José Corral; produtor rural e consultor Ricardo Arioli Silva; responsável pelas parcerias AgriHub, Fábio Silva; o Adido Agrícola da Embaixada brasileira Dalci Bagolin, e o chefe da seção de Tecnologia e Inovação da Embaixada, Pedro Ivo Ferraz da Silva.

 

O projeto AgriHub é uma iniciativa da Famato, Senar-MT e Imea criado em 2016 para identificar os problemas dos produtores rurais e conectá-los a startups, mentores, empresas de tecnologia, pesquisadores e investidores para desenvolver soluções e promover o melhor ajuste de tecnologias para o campo.

 

Acompanhe as informações da Missão Técnica AgriHub Índia no site www.agrihub.org.br ou pelo facebook www.facebook.com/AgriHubBr.

 

 

 



Fonte: Ascom Famato
 

VEJA TAMBÉM
Imea aponta resultados do Agro em 2018 e perspectivas de crescimento para 2019
STJ reconhece a execução de contrato de arrendamento rural que fixa preço por saca
Imea divulga retrospectiva da agropecuária de MT e projeções para 2019
Produtores têm até o dia 27 de dezembro para liquidar dívidas com descontos
 
Eventos

nenhum evento com foto
 
Cenarium Rural
 
Galeria Multimídia
Videos
Fotos
Bom dia Senar MT - Sobre Funrural
A produção de etanol a partir do milho
MT tem potencial e visibilidade economica
 
 
       
 
   webmail   
 
e-Famato   
 
(65) 3928-4400
famato@famato.org.br
 
Rua Eng. Edgard Prado Arze, s/n
Centro Politico Administrativo
CEP 78.049.908 - Cuiabá-MT