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26 de Abr de 2019

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BLOCO V
Famato participa de reunião em Curitiba para discutir a antecipação da retirada da vacinação de febre aftosa
Ascom Famato
 

A Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato), representada pelo diretor Antônio Carlos Carvalho de Sousa e pelo analista de pecuária Marcos de Carvalho, participou, nos dias 24 e 25 de abril, da 2ª Reunião do Plano Estratégico do Programa Nacional de Erradicação e Prevenção da Febre Aftosa (PNEFA). O encontro aconteceu no auditório do Sistema Ocepar, em Curitiba, Paraná, e reuniu mais de 100 pessoas, dos cinco estados integrantes do Bloco V (Paraná, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Santa Catarina e Rio Grande do Sul).

 

No primeiro dia do encontro, o Paraná obteve autorização do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) para antecipar a suspensão da vacinação contra a Febre Aftosa. Pelo cronograma, a autorização ocorreria no primeiro semestre de 2021.

 

“Mato Grosso parabeniza o Paraná pela inciativa, pelo trabalho que tem sido feito, que resultou na antecipação da retira da vacina. Nós também estamos engajados para que o mesmo aconteça em Mato Grosso. A iniciativa privada em parceria com os serviços de defesa do estado estão empenhados em retirar a vacinação antes de 2021”, parabenizou o diretor da Famato, Antônio Carlos.  

 

Há 23 anos não há ocorrência de foco da doença em Mato Grosso. Segundo o analista de Pecuária da Famato, Marcos de Carvalho, já foi comprovado que no estado não existe a circulação do vírus. “Ficar alicerçado em uma vacina achando estar protegido, uma vez que a vacina por si só não impede a entrada do vírus, é ilusão. O que realmente precisamos é fortalecer o sistema de defesa sanitária animal dentro do estado. E esse fortalecimento vai servir não somente para a  Febre Aftosa, mas também para várias outras doenças, por exemplo, a Influenza Aviária, Peste Suína Clássica, Africana, entre outras”, ponderou Marcos.  

 

O plano de retirada da vacina é composto por 102 ações, 42 delas são específicas dos serviços de defesa sanitária animal, 9,2% dependem da iniciativa privada e o restante da pública. O Mapa somente autoriza a retirada quando o estado consegue atingir a nota mínima na avaliação de qualidade dos serviços.

 

“O Paraná conseguiu fazer o dever de casa, atingiu a pontuação necessária e está finalizando as 42 ações. O estado tem até setembro deste ano para fazer os ajustes apontados na reunião e aí então o Mapa autoriza a retirada. O objetivo é que a partir de novembro de 2019, o Paraná não realize mais a vacinação contra a Febre Aftosa”, esclareceu Marcos.

 

Na reunião ficou acordado que, após os ajustes atendidos, o Mapa vai editar as normas relacionadas à suspensão da vacinação no Paraná e as demais normas que implicam no controle de ingresso de animais no estado.

 

De acordo com Marcos, a partir de setembro, com a confirmação final pelo Mapa da suspensão da vacinação, animais vacinados contra a febre aftosa de outras regiões do país não poderão mais entrar no estado do Paraná. “Os órgãos de defesa do Paraná terão que trabalhar as faixas de fronteiras, entre São Paulo e Mato Grosso do Sul, com barreiras de fiscalização, para impedir a entrada de animais vacinados”, explicou.

 

Durante o encontro os representantes do grupo gestor do Rio Grande do Sul manifestaram a intenção de solicitar ao Mapa a retirada da vacina ainda este ano e sair junto com o Paraná. Mas, entre os critérios exigidos, o Rio Grande do Sul ainda está abaixo da média de pontuação necessária.

 

Mato Grosso é favorável à retirada da vacinação e está trabalhando para atingir a média exigida. Das 42 exigências, apenas cinco ainda não foram iniciadas. “Já temos parte das ações concluídas, outras em andamento, e apenas cinco que ainda não foram iniciadas. Entretanto, a iniciativa privada está empenhada. O grupo gestor está trabalhando, se reunindo com frequência para que isso aconteça e Mato Grosso possa evoluir nos serviços de defesa sanitária para conseguir, o mais rápido possível, alcançar o status de estado livre da febre aftosa sem vacinação”, apontou Marcos.

 

O grupo gestor de Mato Grosso, liderado pelo Instituto de Defesa Agropecuária do Estado de Mato Grosso (Indea), é formado pela Famato, Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat), Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat), Conselho Regional de Medicina Veterinária de Mato Grosso (CRMV-MT), Associação dos Produtores de Leite (Aproleite), Sindicato das Indústrias Frigoríficas do Estado de Mato Grosso (Sindfrigo-MT), Fundo Emergencial de Saúde Animal de Mato Grosso (Fesa-MT) e Superintendência Federal de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Mato Grosso (SFA-MT).

 

 

Plano Estratégico Nacional - O Plano Estratégico de Erradicação e Prevenção da Febre Aftosa (PNEFA) prevê a retirada total da vacinação no país até 2023. Os estados foram divididos em cinco blocos pecuários para que seja feita a transição de área livre da aftosa com vacinação para sem vacinação. Integram o Bloco I, Acre e Rondônia; o Bloco II: Amazonas, Amapá, Pará e Roraima; o Bloco III: Alagoas, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí e Rio Grande do Norte; Bloco IV: Bahia, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Sergipe e Tocantins, e; Bloco V: Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina.

 

 

 

 



Fonte: Ascom Famato
 

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