Sistema Famato
SENAR
IMEA
       
Fale Conosco
 
   
 
 
30 de Mai de 2019

voltar
 
AFTOSA
Plano para a retirada da vacinação da febre aftosa é apresentado ao Poder Legislativo de MT
Ascom Famato
 

O Plano Estratégico do Programa Nacional de Erradicação e Prevenção da Febre Aftosa (PNEFA) 2017-2026, que prevê a retirada total da vacinação no país até 2023, foi apresentado ontem (29/05) na reunião da Comissão de Agropecuária, Desenvolvimento Florestal e Agrário e Regularização Fundiária da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT).

 

O Sistema Famato, representado pelo vice-presidente, Francisco Olavo Pugliesi de Castro, participou do encontro e destacou a importância de os poderes Executivo e Legislativo de Mato Grosso atuarem para que o órgão de defesa sanitária do Estado, o Indea-MT, seja melhor estruturado para dar continuidade ao plano.

 

"O que a gente observa é que a disponibilidade de recurso financeiro para a defesa sanitária do estado ainda é um grande impasse. O Indea-MT é capacitado para atender as demandas do Mapa e promover o plano estratégico de retirada da vacina, mas ainda precisa ser respaldado pelos recursos financeiros para colocar em prática a fiscalização sanitária", disse Castro.

 

A retirada obrigatória da vacinação é uma oportunidade para que o setor acesse novos mercados e amplie o valor agregado do produto. Os estudos mostram que houve uma melhoria significativa da condição sanitária nacional. A retirada da vacinação é possível e viável, pois o inquérito epidemiológico sobre a circulação viral que é feito desde 2003 nos estados brasileiros, inclusive em Mato Grosso, já demonstrou que não existe a doença e nem a circulação viral.

 

O Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (Indea-MT) precisaria de mais R$ 50 milhões anualmente para dar conta de atender todas as exigências do plano. Das atuais 43 exigências, o Estado ainda precisa cumprir 18 para conseguir retirar a vacina. Na questão estrutural do instituto, é necessário avançar na parte administrativa em recursos financeiros para o custeio, investimento, aquisição de veículos para a fiscalização, recursos humanos e na estrutura das unidades.

 

Do ponto de vista técnico, o coordenador de Defesa Sanitária Animal do Indea-MT, João Marcelo Brandini Nespoli, informou que é preciso avançar nos procedimentos para detectar os riscos de reintrodução do vírus e a capacidade de identifica-lo rapidamente impedindo sua disseminação. "Para isso, precisamos ter medidas de contingência. Temos que estar preparados para ser vigilantes o ano inteiro e capazes de resolver os problemas. Com a capacidade instalada que temos hoje é impossível galgarmos para obter esse status livre de febre aftosa sem vacinação", afirmou Nespoli.

 

Em resposta, os deputados Xuxu Dalmolin e Ondanir Bortolini, mais conhecido como Nininho, disseram que irão se empenhar para que a ALMT continue seu trabalho de fiscalização e aprove o orçamento a fim de que o Indea-MT tenha mais independência financeira para conduzir o plano.

 

"Temos que ter uma frota mais nova para o servidor do Indea ter condição de trabalho. É importante ter a fiscalização. A Assembleia faz a fiscalização e aprova o orçamento, então vamos colocar no radar esses R$ 50 milhões e buscar o entendimento com o governo do Estado que certamente será sensível a isso", avaliou o deputado Xuxu Dalmolin.

 

Sobre o plano - Mato Grosso está há 23 anos sem registro de nenhum foco da febre aftosa e possui o sexto maior rebanho bovino do mundo, com 30,07 milhões de cabeças. O plano nacional estratégico do PNEFA 2017-2026 tem o objetivo de consolidar a condição sanitária em relação à febre aftosa, fortalecer as medidas de prevenção e vigilância contra a doença, avançar com a zona livre sem vacinação em todo o território nacional, conjugando esforços público e privado na proteção sanitária e certificação da produção pecuária.

 

Os estados foram divididos em cinco blocos pecuários para que seja feita a transição de área livre da aftosa com vacinação para sem vacinação. Integram o Bloco I, Acre e Rondônia; o Bloco II: Amazonas, Amapá, Pará e Roraima; o Bloco III: Alagoas, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí e Rio Grande do Norte; Bloco IV: Bahia, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Sergipe e Tocantins, e; Bloco V: Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina.



Fonte: Ascom Famato
 

VEJA TAMBÉM
Os prazos da campanha de vacinação contra a febre aftosa foram ampliados em razão da pandemi
Famato participa de reunião em Curitiba para discutir a antecipação da retirada da vacinação
Redução da dose da vacina contra aftosa valerá a partir de maio
Mato Grosso mais perto do fim da vacinação da Febre Aftosa
 
Eventos

nenhum evento com foto
 
Cenarium Rural
 
Galeria Multimídia
Videos
Fotos
Bom dia Senar Retificação do CAR
Senar-MT Responde Nota Avulsa Eletrônica
Bom dia Senar Composição de Dívidas
 
 
       
 
   webmail   
 
e-Famato   
 
(65) 3928-4400
famato@famato.org.br
 
Rua Eng. Edgard Prado Arze, s/n
Centro Politico Administrativo
CEP 78.049.908 - Cuiabá-MT